15º Capítulo de "Estranho Amor"

A polícia entra na casa de Hugo e flagra Miguel espancando o idoso.
Polícia:  – Parado ai, coloca a mão na parede.
MIGUEL:  – Opa! Não é nada disso que...
Polícia:  – VAMOS! MÃO NA PAREDE AGORA!
Miguel obedece e a polícia o algema.
Polícia:  – Agora vira pra cá, você ta preso.
MIGUEL:  – Não, vocês não podem me prender!
Polícia:  – Leva ele daqui logo.
MIGUEL:  – Não! Eu sou pai de família, não pode me prender.

Cena 2/ Hospital Primavera, noite, 20:40

MILENA:  – Eu não estou sentindo nada, mãe! –Começa a chorar.
HELENA:  – Se acalme, filha. Tudo acabará bem!
MILENA:  – Eu não vou poder mais andar, é isso?
Helena fica calada.
MILENA:  – Meu Deus! Não! Eu não acredito... –Se desespera.
HELENA:  – Para filha, senão eles vão me proibir de entrar aqui.
MÉDICO:  – Algum problema aqui?
HELENA:  – Não senhor.
MILENA:  – Doutor, eu não vou mais andar?
MÉDICO:  – Dona Helena, não era para você informar a paciente.
HELENA:  – Mas eu não falei nada.
MILENA:  – Então era verdade?
HELENA:  – Filha, por favor, se acalma.
MÉDICO:  – Olha Milena, você por enquanto está paraplégica, mas tem solução, e nós...
MILENA:  – PARAPLÉÉÉGICA?? –Grita desesperada.
O médico dopa Milena para ela se acalmar.

CENA 3/ Delegacia da Cidade, noite, 21:00

Miguel está sobre sentença e Matheus está como testemunha do caso.
DELEGADO:  – Então, o que você tem a dizer sobre o caso, Matheus?
MATHEUS:  – Muita coisa.
Miguel se assusta.
MATHEUS:  – Esse homem ai, ele é um monstro. A mulher e a filha dele sofrem com esse animal, ele bate na esposa, bate na filha, no namorado da filha dele, até eu já fui atingido por essa besta.
MIGUEL: (Dar um sorriso de disfarce) – Esse garoto é maluco, não liguem para o que ele fala.
DELEGADO:  – Seu Miguel, chamaremos a sua mulher e a sua filha para depor, se ela confirmar, você pegará 25 anos de prisão. Mesmo que ela não confirme, você ainda terá 15 anos de prisão, por flagrante de agressão ao idoso.
MATHEUS:  – Doutor, a filha dele não vai poder vim, aconteceu um acidente com ela, mas a mulher dele pode vim aqui.

CENA 4/ Hospital Primavera, noite, 21:10

O rapaz desconhecido que ajudou Helena a salvar Milena vai ao hospital.
JORGE:  – Oi, como está a sua filha?
HELENA:  – Ela está bem, mas não pode se mover e corre o risco de ficar com paraplegia.
JORGE:  – Nossa! Mas ela irar se recuperar tenha confiança.
HELENA:  – Nossa, moço! Você salvou a vida da minha filha e eu nem sei o seu nome.
JORGE:  – Jorge, meu nome é Jorge.
HELENA:  – Helena!
JORGE:  – Prazer te conhecer, Helena.
O celular de Helena toca, telefonema da delegacia.
DELEGADO:  – Dona Helena?
HELENA:  – Sim, quem está falando?
DELEGADO:  – Aqui é o delegado Antônio e preciso de você para dar um depoimento.
HELENA:  – Ah não! O que é que o Miguel já aprontou de novo?
DELEGADO:  – Aqui você fica informada.
Helena desliga.
HELENA:  – Ah! Meu marido só me dar trabalho.
JORGE:  – Você já é casada?
HELENA:  – Infelizmente. O Miguel não é um marido, é um demônio que apareceu na minha vida.

CENA 5/ Delegacia da Cidade, noite, 21:30

Helena chega á delegacia.
HELENA:  – Fala! Fala o que foi que este peste aprontou dessa vez...
DELEGADO:  – Seu marido foi flagrado espancando um idoso. E foi denunciado por agressão a você e a sua filha.
HELENA:  Quem denunciou?
MATHEUS:  – Eu. –Aparece atrás de Helena.
HELENA:  – Bom, seu delegado! O que o Matheus falou é tudo verdade.
MIGUEL:  – Mentira, mentirosa! –Grita
HELENA:  – Não tem saída, Miguel. Acabou seu reinado...
MIGUEL:  – Eu quero falar com meu advogado.
DELEGADO:  – Não sei em que isso vai resolver, mas...
MIGUEL:  – Eu vou contratar um dos melhores advogados, sabe por que? Porque eu sou rico, RICOOOOO!

CENA 6/ Hospital Primavera, noite, 22:00

Médicos socorrem um rapaz.
MÉDICO 1:  – Mais uma tentativa de homicídio.
 MÉDICO 2:  – Levem ele para ala de emergência.
Logo os pais do garoto chegam. O rapaz é examinado e descobrem que ele tinha cortado seus pulsos e atingiu uma veia. Mais uma vez os médicos entram em ação para salvar a vida de mais um jovem desamparado.
Amanhece o dia. O rapaz, após ter passado por uma delicada cirurgia, fica deitado em uma cama ao lado de Milena (era um hospital particular, onde em cada quarto tinha três camas). Milena se acorda e fala com o desconhecido.
MILENA:  – O que aconteceu com você? Não vejo marcas em seu corpo.
Rapaz:  – Meus pulsos. Eu cortei!
MILENA:  – Por que? Você parece ser uma pessoa feliz.
Rapaz:  – A pessoa que eu amava me traiu.
MILENA:  – E a pessoa que eu amava, morreu.
Rapaz:  – Então você também tentou se suicidar?
 MILENA:  – Sim! Mas eu não me cortei, me atirei da ponte, pensei que seria menos doloroso, mas agora, olha como estou: Paraplégica. Preferia morrer, minha vida é uma desgraça.
Rapaz:  – Meu Deus! Como você se chama?
MILENA:  – Milena e você?
Rapaz:  – Arthur.
“Música de suspense, cena congela em Milena.”


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